
O furto de cabos continua entre as ocorrências que mais prejudicam o fornecimento de energia elétrica no Ceará. De janeiro a setembro, a Enel Distribuição Ceará registrou cerca de 880 ocorrências de falta de energia provocadas pelo furto de cabos e outros equipamentos da rede elétrica, como transformadores e bancos reguladores de tensão.
CIDADES COM MAIS OCORRÊNCIAS
Dos cerca de 880 casos registrados no Ceará, Fortaleza concentra a maior parte das ocorrências, com 368 registros. Na sequência aparecem Aquiraz (62), Camocim (50), Beberibe (40) e Cascavel (30).
Segundo a distribuidora, as ações criminosas deixaram aproximadamente 292 mil imóveis sem energia elétrica no Ceará ao longo deste ano.
Em relação à quantidade de cabos de cobre retirados da rede, o volume já chega a 120 quilômetros. Fortaleza também lidera o ranking de municípios com maior quantidade de cabos furtados, com 22 quilômetros. Na sequência estão Camocim (9 km), Aquiraz (8,8 km), Acaraú (8,3 km) e Caucaia (6,7 km).
CRIMES E DENÚNCIAS
Além de ser crime, o furto de cabos e outros equipamentos da rede elétrica afeta diretamente a qualidade do fornecimento de energia. Em 2025, houve uma alteração na legislação penal que agravou as penas para crimes relacionados ao furto e à receptação de materiais.
O furto qualificado, previsto no artigo 155, § 8º, do Código Penal, passou a ter pena de dois a oito anos de reclusão. Já a receptação qualificada, prevista no artigo 180, § 7º, passou a ter pena de três a oito anos de reclusão.
A população também pode contribuir para a identificação e o combate a esses crimes. A Enel Ceará disponibiliza uma Central de Segurança para receber denúncias 24 horas por dia pelos telefones 3453-4060 e pelo WhatsApp (85) 99993-9526.
A orientação da companhia é que moradores denunciem situações suspeitas, como pessoas sem o fardamento completo da distribuidora atuando na rede elétrica ou veículos sem identificação da empresa.
RISCOS PARA A POPULAÇÃO
Independentemente de onde ou como ocorre, o furto de cabos e outros materiais em busca do cobre prejudica diretamente o fornecimento de energia e pode afetar milhares de imóveis e serviços essenciais, como clínicas, escolas, indústrias e hospitais.
Além dos prejuízos à população, a prática coloca em risco a vida de quem tenta manipular a rede elétrica sem treinamento ou equipamentos adequados de segurança. A ação também pode provocar curtos-circuitos e deixar cabos energizados em contato com o solo, aumentando o risco de acidentes.
Fonte: Ceará Agora